21.8.06

Capítulo XIII.Espelhos

Lago do sono, da abulia minha,
De ignoto suspiro, de amor, lisergia,
Da memória, o espinho,
Do luto, um adeus.

No silêncio, sou grito,
Sobre a cama sou teu,
Sou lácrima, dispersa,
Sob um rosto sofrido,

Do segredo,
a libido,
Que se salta quão-mais.

E se os espelhos negam da própria imagem,
Porque caminho eu até miragem,
De passados, futuros e incertezas?